| Pov Isabella |
- Bêua, sabia que o sábia sabia... Sabia o que mesmo papai?
O almoço estava sendo maravilhoso. Madison era a menina mais fofa que já havia conhecido, isso sem contar com o pai, com todo o respeito. Edward transformava-se totalmente na presença da pequena Mad, de apenas 3 anos. Como um ser tão pequeno consegue fazer grandes mudanças?
Depois de comer algo de nome esquisito, mas muito gostoso, fomos em direção ao caixa do restaurante. Ali havia uma moça alta, loira e com a blusa do uniforme mais aberta do que deveria. Será que ela não sentia vergonha por estar tão exposta assim?
- Cartão ou dinheiro? – Perguntou a loira com nome de Rebecca enquanto tentava a todo custo fazer com que o seu decote ficasse mais aberto do que já era. Edward que estava com Mad em seus braços, somente estendeu o cartão a moça, não dando tanta atenção a ela. Vale dizer que a pequena Mad já era uma ciumenta nata, já que seu bico e olhar zangado mostravam claramente o que ela queria fazer com a moça: Tirá-la de perto do seu pai. Mas o que uma pequena criança poderia fazer? Por enquanto, nada!
- Espero que venha aqui mais vezes Sr. Cullen. – Aproximando-se um pouco mais, tentou sussurrar para Edward – Se quiser que sua cama esteja ocupada essa noite, liga pra esse número. – Fiquei espantada com a cara de pau da mulher, quer dizer, ele tinha uma filha e estava acompanhado! Não que eu fosse mulher dele, quer dizer, não que eu não gostaria é... Ah, você me entendeu!
- Dispenso convites. Se eu quisesse minha cama ocupada era só fazer assim, estalar os dedos e que apareceriam várias. Mas sabe, não gosto de mulheres oferecidas, apesar de saber que elas gostam e muito de mim, com todo o respeito, é claro. Adeus.
Senhor, imagina se ele não fosse convencido! Enquanto eu estava literalmente de boca aberta, Mad ria horrores com o que o pai falou. Como se a pequenina realmente entendesse. Melhor assim...
- Srta. Swan, você está liberada do seu trabalho hoje, já que Madison a aprovou.
- Sr. Cullen, é meu primeiro dia de trabalho!
- E será o último se não obedecer as minhas ordens, querida.
Deboche pra que te quero. Somente afirmei e dei um beijo em Madison, que tentou a todo o custo não me deixar ir embora.
– Oh pequena, prometo que nos veremos mais vezes, mas ordens são ordens e não devemos descumpri-las. Até outro dia Mad... Até amanhã senhor Cullen.
Já ia andando quando meu chefe me chamou. Será que esqueci algo?
- Você veio conosco, irá conosco. Ande, entre no carro que eu te levo até em casa.
- NÃO! – Assustados, ambos olharam para mim – Quer dizer, não precisa, eu vou andando. Além do que meu carro está na empresa e...
- Entra no carro. Agora!
E lá estava o homem de gelo de volta, mostrando toda a sua delicadeza. Sabia que iria me arrepender de tal ato, mas mesmo assim entrei e esperei pelo que me aguardava em casa.
(...)
- Até mais Mad... Até amanhã Sr. Cullen.
Fechei a porta do carro e esperei ele sair para me dirigir para a porta da casa. Que Deus me protegesse e me desse forças para aguentar a dor que viria. Levantei minha cabeça e senti meu coração perder uma batida ao ver o olhar escuro me encarando através da janela. Se hoje não fosse a minha morte, seria um dos mais dolorosos fisicamente da minha vida.
Meus passos eram lentos, como se quisessem adiar o inevitável. Meu coração dava pulos e mais pulos. Eu suava frio. Minha garganta estava secando e minhas pernas começavam a ficarem trêmulas. Medo. Entrei em casa.
Mãos grandes já se agarraram a meus cabelos e me jogaram diretamente para o chão. Minhas costas que já estavam machucados pareceram gritar de dor. Minha boca não emitiu som algum.
- Quem era aquele cara Isabella? Seu amante? Não se contentas com o que eu te dou? Lhe garanto que depois de hoje não pensará em nenhum outro, nenhum.
- Não! Jacob, ele... Ele é o meu chefe, ele me liberou mais cedo! Por Deus, por favor!
- Nem Deus te salvará hoje, nem Deus.
E então o inferno começou. Seu corpo pesado sentou-se sobre o meu, tirando-me um pouco de ar. Suas mãos agarraram firmemente os meus pulsos. Eu não sei como, mas era totalmente chacoalhada com uma força absurda. Minha cabeça batia sem parar contra o chão de madeira. Eu não conseguia gritar por socorro... Eu não conseguia pedir pela minha vida.
Senti meu corpo ser erguido do chão e ser jogado contra uma parede. Uma, duas, três, quatro e mais várias vezes. Lágrimas caiam sem parar dos meus olhos. Como se isso fosse adiantar alguma coisa. Um grito foi sufocado quando senti uma das suas mãos estapear-me no rosto enquanto outra infiltrava-se em minha causa, invadindo-me com seus dedos cruelmente. Senti-me suja.
- Vamos vadia, geme! Assim como você deve ter gemido pra ele! Geme cadela!
De mim não saiu nenhum som, o que provocou a ira de Jacob. Colou seu corpo no meu para não deixar-me escapar enquanto abaixava suas calças e colocava seu membro para fora. Minha saia fora levantada e a calcinha que usava fora brutalmente rasgada. Mais sujeira.
Gritei de dor quando senti-lo entrar e bombear sem qualquer piedade. Suas mãos apertavam meu seio machucando-os de tanta força que era usada. Sua boca cobriu a minha, fazendo-me ter ânsia de vômito.
- Se você vomitar cadela, vai ser pior. Muito pior.
E mais tapas vieram. Minha cabeça estava dolorida de tanto que meus cabelos eram puxados e meu rosto ardia com a força desferida nele. Fui jogada ao chão novamente. Clac. Foi o som que saiu das minhas costelas. Jacob não parou. Gemia e estocava sem parar. Lágrimas continuavam a cair. Com uma última estocada, Jacob atingiu o seu orgasmo, deitando em cima de mim. Seu peso tirou-me o pouco de ar que me restava.
- Ja... Jacob. A..Ar!
- Cadela, não aguenta mais nem um pesinho. Hum, pelo menos ainda é bem apertadinha e gostosa, muito gostosa.
Lambendo meu rosto, saiu de cima e foi para o quarto, deixando-me ali no chão da sala. Suja, humilhada e ferida... Como eu sempre estaria.
| Pov Jacob |
Sexo, sexo e mais sexo. Oh, como é bom! Escutar gemidos de prazer e sua voz suplicante por mais. Sua carinha de prazer ao me sentir entrando e saindo de dentro dela. Ó Isabella! Minha doce e gostosa menina, como foi bom lhe conhecer!
Era tão pequena quando veio com meu pai e eu, mas ao mesmo tempo era tão safada. Podia ver seu sorrisinho malicioso ao pular no meu colo e sentir meu pau a cutucando. Sabia que ela gostava quando tomávamos banho juntos, quando passava minhas mãos pelo seu pequeno corpo, mas que já me proporcionava tantas fantasias.
Via-a crescendo cada dia mais, seu corpinho se transformando e pelo que observava, ficando ainda mais delicioso. Era só esperar a hora certa que ela seria minha, totalmente minha. Esperei, esperei e esperei, então, o grande dia chegou... Seu aniversário de 16 anos.
Esperei pacientemente pelo fim da festa, apesar de estar ansioso para lhe dar o seu presente. O que era? A iniciação no mundo nos prazeres. Lembro bem de seu rosto deliciado com a sensação de ser invadida e as lágrimas de felicidade com tal ato. Ela gritou, chorou e implorou por mais. Bom, pelo menos foi o que eu ouvi.
E agora, depois de todo esse tempo sendo minha, ela me aparece com outro cara deixando-a na porta de casa? Não, não, não e não! Ela era minha, somente minha. Agora logo, logo lhe daria outro presente, o melhor de sua vida!
Seu aniversário de 21 anos estava chegando, ela seria legalmente de maior e não estaria mais sobre a minha custódia e então, o que eu venho planejando há anos aconteceria: O nosso casamento. Isabella pertenceria a mim, todos os dias do para sempre e eu não vejo a hora disso acontecer. Minha doce e gostosa Isabella Marie Black.
| Pov Isabella |
A dor física em meu corpo me impedia de ir rápido, qualquer movimento era motivo de um gemido de dor. Mas isso era suportável, mas a dor psicológica doía muito mais que qualquer machucado. Eu já estava acostumada com isso, mas ontem... Ele extrapolou. Precisei usar quilos de maquiagem para tentar esconder os hematomas em meu rosto. Os óculos escuros tampavam o olho roxo e a calça Jean e a blusa comprida guardava os vários machucados. Tinha completa certeza de que havia quebrado uma costela. Como eu sabia? A dor estava insuportável e mal conseguia me mexer, mas eu precisava ir para o trabalho, eu precisava sair – pelo menos um pouco – daquele inferno que era chamada de casa, daquele homem que fazia do meu mundo obscuro.
Estacionei o carro e subi para o último andar. Meus olhos estavam marejados tamanho a dor que sentia. Eu estava literalmente quebrada. Cheguei no meu andar e me dirigi para a minha mesa, sentando-me cuidadosamente na confortável cadeira. Um movimento errado me fez gemer e algumas lágrimas que tratei logo de secar, caíram.
Cada ligação que atendia, era uma dor. Não sabia como estava aguentando. Tudo em mim doía, tudo. Apoiei minhas mãos na mesa e respirei fundo, o que me causou ainda mais dor. Gemi novamente e nesse instante, o telefone toca.
- Cullen’s Paradise, bom dia. – Minha voz era fraca, baixa e em cada palavra dita, podia-a ouvir a dor que continha nelas.
- Srta. Swan, venha até, rápido! – E sem me deixar responder, como sempre, desligou.
Fiz o maior esforço possível para me levantar sem gemer, mas não consegui. Tive que me apoiar numa das paredes para me recompor antes de entrar na sala do chefe.
- Sim Sr. Cullen? – Falei assim que entrei na sala e me posicionei a sua frente. Ele estava de cabeça baixa, mas levantou-a para falar comigo.
- Eu queria saber se... Isabella, por que você está de óculos escuros dentro dessa empresa? – Perguntou com uma expressão fria.
- Eu... Eu estou com conjuntivite. – A mentira podia ser notada, minha voz trêmula me entregava. Isso não passou despercebido por ele.
- Isabella, eu posso ser tudo, menos burro. Então, trate de tirar logo esses óculos, porque conjuntivite você não tem.
- Senhor, eu...
Eu não pude terminar de falar. Num instante ele estava parado a minha frente com os meus óculos em suas mãos. Oh não! Seus olhos verdes fitaram os meus e me senti completamente perdida neles. Como se não pensasse, acariciou meu rosto, tentando evitar os machucados.
- Quem lhe fez isso? Quem foi o covarde que lhe causou dor? – Sua voz era baixa e continha uma raiva inexplicável. – Há mais desses machucados? Isabella?
- Senhor, eu não...
- Tire a roupa Isabella, agora! Ao menos que você queira que eu faça isso. – Sua voz não era maliciosa, assim como sua expressão. Ele estava possesso e pela primeira vez em muitos anos, alguém se importou comigo.
- Não, por favor...
Ele nada falou, somente começou a desabotoar botão por botão. Seus olhos arregalavam-se a cada machucado visto e logo me vi somente de calcinha e sutiã. Lágrimas desciam pelo meu rosto, mas não por medo. Eu não sei explicar o que era. Sentimentos bons misturados com ruins. Ele girou através de mim, suas mãos passavam ao lado de cada machucado.
- Sua costela está quebrada. – Sussurrou com uma voz triste.
- Eu sei...
- Como conseguiu vir trabalhar?
- Eu precisava...
E numa questão de segundos, me vi em seus braços e então, o choro veio. Meu corpo tremia com os soluços e minhas lágrimas molhavam sua camisa perfeitamente branca e lisa. O homem de gelo estava me abraçando, acolhendo-me em seus braços enquanto deixava-me chorar todas as minhas dores.
Nunca pensei que o meu chefe me viria seminua e nem que mesmo sendo considerado o homem de gelo, me acolhera sem muitas perguntas. Eu me senti protegida em seus braços, como a muito tempo não me sentia.
- Mesmo que não pareça, você se tornou importante para mim e para a Mad, mesmo que seja tão pouco tempo. Você se tornou especial. E sabe o que eu faço com pessoas especiais? Eu as protejo e é isso o que vou fazer com você, mesmo que seja do meu jeito.
Naquele instante, vi que o tempo não quer dizer nada. Que julgamentos de outras pessoas não dizem quem você é mesmo. Percebi que então pouco tempo, um castelo de sonhos pode ser reconstruído, mesmo que seja pouco a pouco.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Capítulo 1 - Homem de gelo?
| Pov Isabella |
Tudo que você faz na vida é uma prova... Cada erro, cada acerto é um ensinamento, cada dor sentida é uma lição de casa que faz você aprender a ser forte, querendo ou não. Dizem que a vida é feita de escolhas. Eu discordo. Eu não escolhi perder meus pais tão cedo, eu não escolhi sofrer, eu não escolhi estar aqui hoje, apanhando e sendo humilhada. Eu definitivamente não escolhi ter essa vida.
O braço pesado de Jacob ainda estava por cima de mim, o que não me deixava sair. As lágrimas escorriam por minha face, como sempre acontecia ao acordar cada manhã e descobrir estar vivendo em um pesadelo. Com toda a força que tinha, empurrei-o para o lado, o que me deixou livre de seu aperto. Ele não acordou, somente roncou ainda mais e virou-se para o outro lado. Graças a Deus.
Fui para o banheiro fazer minha higiene matinal e observar as marcas em minhas costas e na parte superior do braço. Havia pensado que após ter conseguido o emprego na Cullen’s Paradise, Jacob ao menos pararia de me chamar de inútil e até mesmo comemoraria comigo. Grande e amargo engano. O cachorro comemorou sim, batendo em mim. Ele se sentia realizado, o macho da casa.
Arrumei-me e me dirigi para a porta, saindo daquela casa. Ainda eram 6:00 da manhã, teria uma hora e meia para chegar ao meu mais novo trabalho. A primeira coisa boa que aconteceu comigo naqueles 15 anos.
Perdi meus pais muito cedo num acidente de carro, aos 5 anos. Não me recordo exatamente como tudo aconteceu, só lembro-me de estar cantando uma música com meus pais e logo depois, o som de gritos preenchendo o carro e uma luz forte nos seguindo. A parte da frente foi totalmente destruída. Eles morreram no local, mas ainda assim, mesmo estando todos machucados, minha mãe e meu pai seguraram a minha mão e disseram-me o último eu te amo verdadeiro que ouviria. Eles morreram logo em seguida, me deixando sozinha. O homem que dirigia o caminhão que nos atingira estava embriagado.
Minha tutela ficou por conta do tio Billy, irmão do papai e pai do meu maior pesadelo: Jacob Black. Jacob é quase 10 anos mas velho que eu. Quando fui morar com tio Billy, Jacob tinha aproximadamente 15 anos enquanto eu tinha somente cinco. Antes de completar meus 16 anos, Jacob era tudo para mim, absolutamente tudo. Irmão, amigo, até mesmo um tipo de pai. Mas depois da noite do meu aniversário, eu o odiaria com todas as minhas forças. Violentou-me e agrediu-me sem o menor remorso, tirando todos os meus sonhos e desejos de príncipe encantado que tinha naquela época. Ele tirou minha vontade de viver, assim como tirou a vida de tio Billy, que presenciou um de seus abusos e acabou tendo um ataque cardíaco. Naquele dia tentei fugir, mas Jacob me pegara e então, deu início ao inferno que seria a minha vida.
Com 20 anos, já sei o que é a dor de ter seus sonhos arrancados sem permissão de você.
(...)
- Olá Rosalie!
A loira que me entrevistou ontem estava ali na sua antiga mesa me esperando com um sorriso, que me passava segurança e até mesmo uma certa dose de carinho, coisa que eu não sei o que há tempos.
- Bella, como vai querida? Está pronta para o seu primeiro dia de trabalho? – Perguntou enquanto se aproximava de mim e me abraçava. Podia não ter nenhum tipo de afeto na casa em que morava, mas ainda lembro-me de tudo que meus pais me ensinaram, que meus pais me deram.
- A verdade? Não! – Rimos como velhas amigas – Estou muito ansiosa, de verdade. Conheço a fama do homem de gelo.
- Você está falando do meu cunhado? Edward? – Assenti meio envergonhada – Algumas coisas podem nos surpreender Bella! – Respondeu sorrindo enigmática. Não entendi o que ela quisera dizer, mas resolvi ficar calada – Venha, estava só lhe esperando. Já estou de saída, preciso arrumar os últimos preparativos do meu casamento! – Mandando-me um beijo, saiu apressada pela porta, me deixando sozinha naquela enorme sala.
Rosalie era noiva de Emmett, sócio e irmão do dono de tudo isso aqui. Se casaria dentro de algumas semanas e teria que abandonar o emprego aqui. Depois do casamento seria assistente pessoal de seu marido. Não quero nem pensar no que aconteceria dentro daquela sala daqui a algumas semanas. Constrangi-me pelo pensamento, mas sorri, essa empresa me deixava feliz.
Ela já havia me ensinado tudo no dia em que fui contratada – ontem – então hoje era só por em prática. Dirigi-me a máquina de café que havia ali e fui entrando na sala do Sr. Cullen enquanto ele não chegava. Aproximei-me da mesa e deixei ali o café. Já ia saindo quando algo me chama a atenção. A foto de uma garotinha com os cabelos acobreados e olhos bem verdes sorrindo. Ela era linda. Sem pensar peguei a foto e trouxe para mais perto dos meus olhos. Senti algumas lágrimas caírem dos meus olhos, afinal, eu nunca poderia ter um filho, não enquanto estivesse no domínio de Jacob. Eu não queria que meu filho tivesse um pai daqueles.
Deixei esse pensamento para lá e voltei a me concentrar na foto a minha frente. Era a garotinha mais linda que já havia visto. Fiquei admirando a foto quando escuto a porta bater. Meu coração dera um salto e me virei imediatamente. Olhos frios me encaravam e pelo que pude ver, esse era o meu chefe, o homem de gelo. Oh droga!
- Empregados não são pagos para virem a sala do chefe e verem as fotografias alheias. Ninguém nunca lhe ensinou que é errado se meter onde não é chamada?
A voz era ainda mais fria e cortante do que imaginei que fosse. Mas afinal, o que fiz de errado? Só estava admirando a menininha mais lindo que já vira!
- Desculpe senhor, isso nunca mais irá acontecer. Só fiquei encantada com a menina! Desculpe-me mais uma vez, já estou de saída.
Saí em passos apressados pela sala e de cabeça baixa, mais uma mão me impediu que saísse. Será que ele iria me demitir?
- Desculpa Srta, não foi minha intenção ser rude com você. Só peço que não mexa mais em minhas coisas sem minha permissão. – Os olhos do tom mais verde que já vira me encaravam. Não havia sentimentos neles. O sorriso torto no rosto era ainda mais falso do que seu pedido de desculpas.
- Não foi nada, deveria saber meu lugar aqui Sr. Cullen. Agora, se me permiti, tenho que voltar a minha mesa.Com licença.
Saí dali o mais depressa possível, aquele homem tinha uma presença tão forte que chegava a me deixar incomodada. Apesar de tudo, era dono de uma beleza estonteante. Olhos bem verdes, pele branca, lábios vermelhos e carnudos, cabelos acobreados e bagunçados que dava-me a vontade de passar meus dedos por entre os fios. Não! Pare com esses pensamentos Isabella e ponha-se no seu lugar de secretária. Pare, pare, pare! Balançando a cabeça, voltei a me concentrar no longo trabalho que tinha.
As horas passavam rápido e quando vira, já estava quase na hora do almoço. Não havia lembrado de perguntar a Rosalie se deveria almoçar na empresa ou se poderia ir almoçar em qualquer restaurante. Teria que entrar naquela geleira que era a sala do Sr. Cullen novamente.
Quando ia me levantar para ir em direção a sala dele, o telefone toca.
- Cullen’s Paradise bom dia!
- Srta. Swan? Venha até a minha sala, agora. – Sem me dar chance de respostar, desligou.
É, educação mandou lembrança e um beijo. Rindo comigo mesma, fui para sua sala.
De costas para mim estava ele que falava ao telefone. Não parecia nem de longe aquele homem frio que falara comigo mais cedo. Virou-se para mim com um sorriso doce nunca visto antes. Os olhos estavam alegres, com sentimentos. Alguém tinha a capacidade de transformá-lo... Do homem de gelo ao cara com sorriso bobo no rosto... O sorriso mais lindo que já vira!
Quando percebi ele já havia desligado o telefone e me encarava. Um sorriso instalou-se em meu rosto ao perceber que ele não era sempre uma geleira ambulante.
- Não sei se Rose comentou com você, mas alguém muito importante para mim sempre insiste em conhecer minhas secretárias. Como hoje é oficialmente o seu primeiro dia, peço-lhe gentilmente – essa última palavra saíra carregada de ironia – que venha almoçar conosco.
Meus olhos arregalaram-se diante de seu convite. Se Jacob imaginasse que eu estaria almoçando com outro homem que não fosse ele e mesmo sendo o meu chefe, não sei se estaria aqui outro dia. Só de imaginar essa ideia, minhas pernas tremeram.
- Senhor Cullen, eu... Eu não posso, desculpe! – Falei respirando com um pouco de dificuldade. O medo que sentia de Jacob era maior que qualquer outro coisa.
- Como havia dito, peço gentilmente. Isso quer dizer que é uma ordem Srta. Swan. Vamos, pegue sua bolsa e vamos logo. Ela já está nos esperando.
Com as pernas trêmulas, fui para a minha cadeira e peguei minha bolsa que continha algum dinheiro. Não sei como pagaria, mas teria que dar um jeito tanto agora como mais tarde explicar para Jacob o porquê do dinheiro ter sumido se estava trabalhando. Eu sabia que isso iria doer.
Ia pegando a chave do meu carro quando uma mão colocou-se em cima da minha. Um choque percorreu meu corpo e tirei rapidamente a mão dali. Acho que não fora a única a sentir, já que Edward me encarava de um jeito estranho. Vi ele balançar a cabeça e dizer um você vai comigo. Resolvi ficar calada e segui-lo.
(...)
A única coisa que se escutava no luxuoso carro era uma música calma que tocava. Sr. Cullen não falara nenhuma vez, mas de vez em quando o via olhando para mim, ou melhor, para minhas pernas. Tentei a todo o custo baixar um pouco a minha saia, mais de nada adiantou. Bufei alto, o que fez com que ele olhasse para mim e risse. Arqueei uma sobrancelha esperei para ver o que ele iria falar.
- Tem bonitas pernas Srta. Swan e o que é bonito são para se mostrar, não sabia?
Pude sentir minhas bochechas esquentarem e ficarem de um tom vermelho forte. Preferi não dar resposta alguma, somente afastei minhas mãos de minhas pernas e olhei pela janela do carro. O que esse homem tinha? Numa hora era frio como o gelo e outra hora suas palavras conseguiam me deixar quente como o fogo.
Parece que o homem de gelo não é tão frio como dizem.
O carro parou em frente a um sofisticado restaurante em cores bege e preto. Tudo aqui deveria custar o olho da cara! Indo em direção á recepcionista do restaurantes, deu-lhe algo parecido com um cartão e puxou-me pelo braço me levando a um local mais afastado. De onde estava pude ver uma pessoa pequenina e com cabelos curtos e acobreados. Parecia – de costas – a menina da foto em seu escritório. Sorri em expectativa.
- Então a princesinha do papai já estava me esperando? - Perguntou Sr. Cullen de uma forma amorosa enquanto abria os braços para acolher o pequeno corpo que se jogara contra ele. Pai e filha? Não sabia que ele era pai, mas como disse Rosalie, algumas coisas pode nos surpreender!
- Vuxê tava demolando papai... Pensei que num vinha mais para trazer a moça buíta. – A voz doce e infantil soou como música em meus ouvidos. Se por foto era uma menininha linda, imagina pessoalmente! Mas algo me chamou a atenção: Ela disse moça bonita? Onde ela havia escutado isso?
- Madison! O que o papai falou? – Disse o Sr. Cullen com as bochechas... Coradas? – Desculpe pelo atraso e sim, eu trouxe a moça que lhe falei. Seu nome é Isabella, mas pelo o que eu sei ela gosta de ser chamada de Bella.
- Bêua papai? – Disse a menina fazendo um biquinho fofo ao tentar falar o meu nome.
Aproximei-me da pequena menina abaixando-me para ficar da sua altura. Os olhinhos verdes me encararam com curiosidade, mas logo senti braços fininhos rodeando meu pescoço.
- Olá Bêua! Vuxê é muito buíta sabia? – Disse enquanto batia os cílios, a fazenda parecer uma mini fadinha.
- Você também é linda Madison, sabia? – Não percebi que lágrimas escorriam do meu rosto até sentir a pequena mãozinha secando-as. Doía saber que nunca escutaria alguém me chamar de mamãe.
- Moças buítas num devem cholar não! Né papai?
- Sim pequena, nunca devem chorar!
Olhando para aquele homem com os olhos marejados, senti um fio de esperança nascer em mim. Se uma menina conseguia fazer o homem de gelo chorar, por que eu não conseguiria ser, um dia, feliz?
Tudo que você faz na vida é uma prova... Cada erro, cada acerto é um ensinamento, cada dor sentida é uma lição de casa que faz você aprender a ser forte, querendo ou não. Dizem que a vida é feita de escolhas. Eu discordo. Eu não escolhi perder meus pais tão cedo, eu não escolhi sofrer, eu não escolhi estar aqui hoje, apanhando e sendo humilhada. Eu definitivamente não escolhi ter essa vida.
O braço pesado de Jacob ainda estava por cima de mim, o que não me deixava sair. As lágrimas escorriam por minha face, como sempre acontecia ao acordar cada manhã e descobrir estar vivendo em um pesadelo. Com toda a força que tinha, empurrei-o para o lado, o que me deixou livre de seu aperto. Ele não acordou, somente roncou ainda mais e virou-se para o outro lado. Graças a Deus.
Fui para o banheiro fazer minha higiene matinal e observar as marcas em minhas costas e na parte superior do braço. Havia pensado que após ter conseguido o emprego na Cullen’s Paradise, Jacob ao menos pararia de me chamar de inútil e até mesmo comemoraria comigo. Grande e amargo engano. O cachorro comemorou sim, batendo em mim. Ele se sentia realizado, o macho da casa.
Arrumei-me e me dirigi para a porta, saindo daquela casa. Ainda eram 6:00 da manhã, teria uma hora e meia para chegar ao meu mais novo trabalho. A primeira coisa boa que aconteceu comigo naqueles 15 anos.
Perdi meus pais muito cedo num acidente de carro, aos 5 anos. Não me recordo exatamente como tudo aconteceu, só lembro-me de estar cantando uma música com meus pais e logo depois, o som de gritos preenchendo o carro e uma luz forte nos seguindo. A parte da frente foi totalmente destruída. Eles morreram no local, mas ainda assim, mesmo estando todos machucados, minha mãe e meu pai seguraram a minha mão e disseram-me o último eu te amo verdadeiro que ouviria. Eles morreram logo em seguida, me deixando sozinha. O homem que dirigia o caminhão que nos atingira estava embriagado.
Minha tutela ficou por conta do tio Billy, irmão do papai e pai do meu maior pesadelo: Jacob Black. Jacob é quase 10 anos mas velho que eu. Quando fui morar com tio Billy, Jacob tinha aproximadamente 15 anos enquanto eu tinha somente cinco. Antes de completar meus 16 anos, Jacob era tudo para mim, absolutamente tudo. Irmão, amigo, até mesmo um tipo de pai. Mas depois da noite do meu aniversário, eu o odiaria com todas as minhas forças. Violentou-me e agrediu-me sem o menor remorso, tirando todos os meus sonhos e desejos de príncipe encantado que tinha naquela época. Ele tirou minha vontade de viver, assim como tirou a vida de tio Billy, que presenciou um de seus abusos e acabou tendo um ataque cardíaco. Naquele dia tentei fugir, mas Jacob me pegara e então, deu início ao inferno que seria a minha vida.
Com 20 anos, já sei o que é a dor de ter seus sonhos arrancados sem permissão de você.
(...)
- Olá Rosalie!
A loira que me entrevistou ontem estava ali na sua antiga mesa me esperando com um sorriso, que me passava segurança e até mesmo uma certa dose de carinho, coisa que eu não sei o que há tempos.
- Bella, como vai querida? Está pronta para o seu primeiro dia de trabalho? – Perguntou enquanto se aproximava de mim e me abraçava. Podia não ter nenhum tipo de afeto na casa em que morava, mas ainda lembro-me de tudo que meus pais me ensinaram, que meus pais me deram.
- A verdade? Não! – Rimos como velhas amigas – Estou muito ansiosa, de verdade. Conheço a fama do homem de gelo.
- Você está falando do meu cunhado? Edward? – Assenti meio envergonhada – Algumas coisas podem nos surpreender Bella! – Respondeu sorrindo enigmática. Não entendi o que ela quisera dizer, mas resolvi ficar calada – Venha, estava só lhe esperando. Já estou de saída, preciso arrumar os últimos preparativos do meu casamento! – Mandando-me um beijo, saiu apressada pela porta, me deixando sozinha naquela enorme sala.
Rosalie era noiva de Emmett, sócio e irmão do dono de tudo isso aqui. Se casaria dentro de algumas semanas e teria que abandonar o emprego aqui. Depois do casamento seria assistente pessoal de seu marido. Não quero nem pensar no que aconteceria dentro daquela sala daqui a algumas semanas. Constrangi-me pelo pensamento, mas sorri, essa empresa me deixava feliz.
Ela já havia me ensinado tudo no dia em que fui contratada – ontem – então hoje era só por em prática. Dirigi-me a máquina de café que havia ali e fui entrando na sala do Sr. Cullen enquanto ele não chegava. Aproximei-me da mesa e deixei ali o café. Já ia saindo quando algo me chama a atenção. A foto de uma garotinha com os cabelos acobreados e olhos bem verdes sorrindo. Ela era linda. Sem pensar peguei a foto e trouxe para mais perto dos meus olhos. Senti algumas lágrimas caírem dos meus olhos, afinal, eu nunca poderia ter um filho, não enquanto estivesse no domínio de Jacob. Eu não queria que meu filho tivesse um pai daqueles.
Deixei esse pensamento para lá e voltei a me concentrar na foto a minha frente. Era a garotinha mais linda que já havia visto. Fiquei admirando a foto quando escuto a porta bater. Meu coração dera um salto e me virei imediatamente. Olhos frios me encaravam e pelo que pude ver, esse era o meu chefe, o homem de gelo. Oh droga!
- Empregados não são pagos para virem a sala do chefe e verem as fotografias alheias. Ninguém nunca lhe ensinou que é errado se meter onde não é chamada?
A voz era ainda mais fria e cortante do que imaginei que fosse. Mas afinal, o que fiz de errado? Só estava admirando a menininha mais lindo que já vira!
- Desculpe senhor, isso nunca mais irá acontecer. Só fiquei encantada com a menina! Desculpe-me mais uma vez, já estou de saída.
Saí em passos apressados pela sala e de cabeça baixa, mais uma mão me impediu que saísse. Será que ele iria me demitir?
- Desculpa Srta, não foi minha intenção ser rude com você. Só peço que não mexa mais em minhas coisas sem minha permissão. – Os olhos do tom mais verde que já vira me encaravam. Não havia sentimentos neles. O sorriso torto no rosto era ainda mais falso do que seu pedido de desculpas.
- Não foi nada, deveria saber meu lugar aqui Sr. Cullen. Agora, se me permiti, tenho que voltar a minha mesa.Com licença.
Saí dali o mais depressa possível, aquele homem tinha uma presença tão forte que chegava a me deixar incomodada. Apesar de tudo, era dono de uma beleza estonteante. Olhos bem verdes, pele branca, lábios vermelhos e carnudos, cabelos acobreados e bagunçados que dava-me a vontade de passar meus dedos por entre os fios. Não! Pare com esses pensamentos Isabella e ponha-se no seu lugar de secretária. Pare, pare, pare! Balançando a cabeça, voltei a me concentrar no longo trabalho que tinha.
As horas passavam rápido e quando vira, já estava quase na hora do almoço. Não havia lembrado de perguntar a Rosalie se deveria almoçar na empresa ou se poderia ir almoçar em qualquer restaurante. Teria que entrar naquela geleira que era a sala do Sr. Cullen novamente.
Quando ia me levantar para ir em direção a sala dele, o telefone toca.
- Cullen’s Paradise bom dia!
- Srta. Swan? Venha até a minha sala, agora. – Sem me dar chance de respostar, desligou.
É, educação mandou lembrança e um beijo. Rindo comigo mesma, fui para sua sala.
De costas para mim estava ele que falava ao telefone. Não parecia nem de longe aquele homem frio que falara comigo mais cedo. Virou-se para mim com um sorriso doce nunca visto antes. Os olhos estavam alegres, com sentimentos. Alguém tinha a capacidade de transformá-lo... Do homem de gelo ao cara com sorriso bobo no rosto... O sorriso mais lindo que já vira!
Quando percebi ele já havia desligado o telefone e me encarava. Um sorriso instalou-se em meu rosto ao perceber que ele não era sempre uma geleira ambulante.
- Não sei se Rose comentou com você, mas alguém muito importante para mim sempre insiste em conhecer minhas secretárias. Como hoje é oficialmente o seu primeiro dia, peço-lhe gentilmente – essa última palavra saíra carregada de ironia – que venha almoçar conosco.
Meus olhos arregalaram-se diante de seu convite. Se Jacob imaginasse que eu estaria almoçando com outro homem que não fosse ele e mesmo sendo o meu chefe, não sei se estaria aqui outro dia. Só de imaginar essa ideia, minhas pernas tremeram.
- Senhor Cullen, eu... Eu não posso, desculpe! – Falei respirando com um pouco de dificuldade. O medo que sentia de Jacob era maior que qualquer outro coisa.
- Como havia dito, peço gentilmente. Isso quer dizer que é uma ordem Srta. Swan. Vamos, pegue sua bolsa e vamos logo. Ela já está nos esperando.
Com as pernas trêmulas, fui para a minha cadeira e peguei minha bolsa que continha algum dinheiro. Não sei como pagaria, mas teria que dar um jeito tanto agora como mais tarde explicar para Jacob o porquê do dinheiro ter sumido se estava trabalhando. Eu sabia que isso iria doer.
Ia pegando a chave do meu carro quando uma mão colocou-se em cima da minha. Um choque percorreu meu corpo e tirei rapidamente a mão dali. Acho que não fora a única a sentir, já que Edward me encarava de um jeito estranho. Vi ele balançar a cabeça e dizer um você vai comigo. Resolvi ficar calada e segui-lo.
(...)
A única coisa que se escutava no luxuoso carro era uma música calma que tocava. Sr. Cullen não falara nenhuma vez, mas de vez em quando o via olhando para mim, ou melhor, para minhas pernas. Tentei a todo o custo baixar um pouco a minha saia, mais de nada adiantou. Bufei alto, o que fez com que ele olhasse para mim e risse. Arqueei uma sobrancelha esperei para ver o que ele iria falar.
- Tem bonitas pernas Srta. Swan e o que é bonito são para se mostrar, não sabia?
Pude sentir minhas bochechas esquentarem e ficarem de um tom vermelho forte. Preferi não dar resposta alguma, somente afastei minhas mãos de minhas pernas e olhei pela janela do carro. O que esse homem tinha? Numa hora era frio como o gelo e outra hora suas palavras conseguiam me deixar quente como o fogo.
Parece que o homem de gelo não é tão frio como dizem.
O carro parou em frente a um sofisticado restaurante em cores bege e preto. Tudo aqui deveria custar o olho da cara! Indo em direção á recepcionista do restaurantes, deu-lhe algo parecido com um cartão e puxou-me pelo braço me levando a um local mais afastado. De onde estava pude ver uma pessoa pequenina e com cabelos curtos e acobreados. Parecia – de costas – a menina da foto em seu escritório. Sorri em expectativa.
- Então a princesinha do papai já estava me esperando? - Perguntou Sr. Cullen de uma forma amorosa enquanto abria os braços para acolher o pequeno corpo que se jogara contra ele. Pai e filha? Não sabia que ele era pai, mas como disse Rosalie, algumas coisas pode nos surpreender!
- Vuxê tava demolando papai... Pensei que num vinha mais para trazer a moça buíta. – A voz doce e infantil soou como música em meus ouvidos. Se por foto era uma menininha linda, imagina pessoalmente! Mas algo me chamou a atenção: Ela disse moça bonita? Onde ela havia escutado isso?
- Madison! O que o papai falou? – Disse o Sr. Cullen com as bochechas... Coradas? – Desculpe pelo atraso e sim, eu trouxe a moça que lhe falei. Seu nome é Isabella, mas pelo o que eu sei ela gosta de ser chamada de Bella.
- Bêua papai? – Disse a menina fazendo um biquinho fofo ao tentar falar o meu nome.
Aproximei-me da pequena menina abaixando-me para ficar da sua altura. Os olhinhos verdes me encararam com curiosidade, mas logo senti braços fininhos rodeando meu pescoço.
- Olá Bêua! Vuxê é muito buíta sabia? – Disse enquanto batia os cílios, a fazenda parecer uma mini fadinha.
- Você também é linda Madison, sabia? – Não percebi que lágrimas escorriam do meu rosto até sentir a pequena mãozinha secando-as. Doía saber que nunca escutaria alguém me chamar de mamãe.
- Moças buítas num devem cholar não! Né papai?
- Sim pequena, nunca devem chorar!
Olhando para aquele homem com os olhos marejados, senti um fio de esperança nascer em mim. Se uma menina conseguia fazer o homem de gelo chorar, por que eu não conseguiria ser, um dia, feliz?
Prólogo
Prólogo
Pov Narrador
Isabella Swan encontrava-se na entrada da Cullen’s Paradise, repensando mais uma vez em sua decisão. Segurou firmemente sua pasta em seus braços, o que a fez gemer de dor, as marcas da noite anterior a incomodavam, mas as ignorou e levantando a cabeça, entrou. Seguiu para o elevador e apertou o botão do último andar. Enquanto esperava, seu pé batia irritantemente, o que lhe fizera ganhar alguns olhares reprovadores. Ela estava nervosa demais para ligar para isso.
A secretária bufara mais uma vez, enquanto dispensava mais uma candidata que ocuparia seu cargo. Todas que passaram até agora estavam mais interessadas em conhecer a cama de seu cunhado do que trabalhar para ele. Bem, pensando por outro lado, elas realmente queriam trabalhar pra ele, só que não da maneira desejada. Riu com esse pensamento e esperou a próxima candidata entrar.
A pessoa que ela viu entrando era totalmente da que ela imaginava que seria. Suas roupas eram comportadas, mas não deixavam de ser bonita. Suas feições eram delicadas, mas carregava um sorriso nervoso.
- Venha cá querida, sente-se. – A loira que parecia sair de um daqueles desenhos da Barbie sorriu para a garota de cabelos castanhos avermelhados.
Ela me parece uma boa pessoa. Pensou a garota enquanto se aproximava da mesa e se sentava. Colocando a pasta em cima da mesa, recostou-se na cadeira de couro preta enquanto esperava a mulher a sua frente falar.
- Irei lhe fazer somente uma pergunta senhorita.... Swan – Falou a loira observando a pasta a sua frente – Seja sincera. Você se acha capaz de trabalhar nessa empresa, a maior? – A loira cruzou os braços e esperou a resposta.
- Eu já passei e ainda passo por muitas coisas difíceis na vida, já fui colocada a prova milhares de vezes. Sei o que é a dor, mas mesmo assim continuo aqui, buscando realizar meu sonho. Então, não querendo ser prepotente, me acho capaz de trabalhar aqui.
A loira sorriu e esticou a sua mão. – Seja bem vinda Srta. Swan, o emprego é seu.
E no instante em que as duas apertaram as mãos, o destino de todos foram traçados. O doce e o amargo farão uma combinação imperfeitamente perfeita.
Pov Narrador
Isabella Swan encontrava-se na entrada da Cullen’s Paradise, repensando mais uma vez em sua decisão. Segurou firmemente sua pasta em seus braços, o que a fez gemer de dor, as marcas da noite anterior a incomodavam, mas as ignorou e levantando a cabeça, entrou. Seguiu para o elevador e apertou o botão do último andar. Enquanto esperava, seu pé batia irritantemente, o que lhe fizera ganhar alguns olhares reprovadores. Ela estava nervosa demais para ligar para isso.
A secretária bufara mais uma vez, enquanto dispensava mais uma candidata que ocuparia seu cargo. Todas que passaram até agora estavam mais interessadas em conhecer a cama de seu cunhado do que trabalhar para ele. Bem, pensando por outro lado, elas realmente queriam trabalhar pra ele, só que não da maneira desejada. Riu com esse pensamento e esperou a próxima candidata entrar.
A pessoa que ela viu entrando era totalmente da que ela imaginava que seria. Suas roupas eram comportadas, mas não deixavam de ser bonita. Suas feições eram delicadas, mas carregava um sorriso nervoso.
- Venha cá querida, sente-se. – A loira que parecia sair de um daqueles desenhos da Barbie sorriu para a garota de cabelos castanhos avermelhados.
Ela me parece uma boa pessoa. Pensou a garota enquanto se aproximava da mesa e se sentava. Colocando a pasta em cima da mesa, recostou-se na cadeira de couro preta enquanto esperava a mulher a sua frente falar.
- Irei lhe fazer somente uma pergunta senhorita.... Swan – Falou a loira observando a pasta a sua frente – Seja sincera. Você se acha capaz de trabalhar nessa empresa, a maior? – A loira cruzou os braços e esperou a resposta.
- Eu já passei e ainda passo por muitas coisas difíceis na vida, já fui colocada a prova milhares de vezes. Sei o que é a dor, mas mesmo assim continuo aqui, buscando realizar meu sonho. Então, não querendo ser prepotente, me acho capaz de trabalhar aqui.
A loira sorriu e esticou a sua mão. – Seja bem vinda Srta. Swan, o emprego é seu.
E no instante em que as duas apertaram as mãos, o destino de todos foram traçados. O doce e o amargo farão uma combinação imperfeitamente perfeita.
Doce & Amargo
Prepotente, arrogante e grosso, Edward Cullen era conhecido como o homem de gelo, pelo menos no maior império de empresas de que era dono. O que não sabiam, era que sua pequena filha despertava nele o lado doce e amável que era escondido. Era a única a conseguir isso, até a doce e meiga Isabella Swan aparecer na sua vida e sem saber, quebrar todas as resistentes paredes de gelo que o cercavam.
Surpresa!
Olá pessoal! Então, lembram que eu disse que haveria uma surpresa? Então, está aí! O blog conterá as postagens e... tchatchatchatchan, SPOILER! Isso mesmo, como posto de dois em dois dias, é só vir no dia que não há a postagem de nenhum capítulo e vir aqui ver um pouco do que lhes aguardará no próximo! Gostaram? Então, vamos lá!
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